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    Quer saber como limpar piscinas e se livrar de ácaros e pombos? Dr Bactéria Responde!

    Oi pessoal!

    Volto aqui hoje para responder algumas das perguntas que vocês enviaram pelo sistema de comentários. Se a sua questão ainda não foi respondida, não desanime! Recebo muitas perguntas e, aos poucos, pretendo ir respondendo a todas.

    Você tem mais alguma dúvida? Envie um comentário!

    Agora, vamos às respostas!


    Uma vez li que cama desarrumada combate os ácaros, porque eles gostam mais de superfícies lisas. Isso é verdade? Arrumar a cama ajuda os ácaros? E como se livrar desses bichinhos?

    Os ácaros são responsáveis por processos alérgicos. Eles pertencem à família das aranhas e, como elas, possuem quatro pares de patas. Existem várias espécies de ácaros, sendo que a mais freqüentemente relacionada à alergia é o Dermatophagoides ssp., que significa, “aquele que se alimenta de pele”.

    Nas nossas casas, embora carpetes, estofados e armários possam abrigar muitos ácaros, o colchão é o lugar ideal para eles. Pesquisas mostraram que a quantidade de ácaros na parte de baixo do colchão (aquela que fica em contato com o estrado) é três vezes maior do que na parte de cima. Esses ácaros vivem nas camadas profundas dos tecidos, abraçados às fibras. Eles não são capazes de viver sobre uma superfície lisa, como por exemplo, nas paredes.

    Os ácaros se proliferam bem em locais escuros, úmidos e quentes, adoram poeira e se alimentam de escamas de pele e de fungos (bolores). No colchão, o calor e a umidade de nosso corpo, aliados à descamação natural da pele (uma pessoa adulta libera em média cinco gramas de escamas por semana), mais lençóis e colchas que mantêm o escurinho e a umidade mesmo durante o dia, propiciam as condições ideais para os ácaros se desenvolverem. Eles se multiplicam muito rapidamente, sendo que cada animal vive, em média, 100 dias. Em 20 dias, já se tornam adultos. Durante a sua vida, uma fêmea põe até 200 ovos.

    É praticamente impossível eliminar os ácaros do ambiente doméstico. Entretanto, podemos tentar controlar sua população, fazendo com que ela fique abaixo da concentração capaz de causar alergia ou mesmo crises (a concentração de 100 ácaros por grama de poeira já é o bastante para provocar alergia e a presença de 500 indivíduos por grama de poeira é suficiente para causar crise alérgica numa pessoa, com sintomas como falta de ar).

    Algumas medidas que podem ajudar a reduzir a população de ácaros:

    - virar o colchão a cada 15 dias e, se possível, colocá-lo ao sol;
    - envolvê-lo com uma capa emborrachada internamente, fechada por zíper;
    - não usar tapetes e cortinas (substituir por persianas plásticas);
    - manter a casa sempre arejada e iluminada para evitar o surgimento de fungos;
    - abolir o uso de espanador, que espalha o pó pelo ambiente;
    - preferir pano úmido para remover a poeira ao invés de varrer a seco;
    - evitar comer na cama ou sofá (resíduos também servem de alimentos aos ácaros)


    O que causa as aftas? Como combatê-las?

    A palavra afta é, em geral, usada para denominar qualquer ferida dolorosa da mucosa bucal. As aftas verdadeiras são pequenas úlceras que aparecem na região. Seu aspecto é de uma mancha esbranquiçada redonda com uma área avermelhada ao redor. É comum que se formem sobre o tecido macio, particularmente no interior do lábio ou da bochecha, sobre a língua ou no céu da boca e, raramente, na garganta. As aftas não são contagiosas, mas muitas vezes são confundidas com herpes, causado por um vírus contagioso. Elas podem ser pequenas ou grandes e aparecer agrupadas ou isoladas.

    Algumas pessoas sofrem de afta com freqüência e sentem dificuldades em morder, mastigar e engolir. Esse problema pode durar um dia, uma semana ou até meses em casos mais graves. As aftas podem sumir e reaparecer e até mesmo se tornarem recorrentes.

    As causas dessas desconfortáveis “feridinhas” não são muito bem definidas. Especialistas citam alterações hormonais, infecções, estresse, trauma, alergia a alimentos, problemas imunológicos e déficit nutricional (especialmente de algumas vitaminas) como fatores causadores das aftas. Acredita-se também que tendências genéticas possam tornar a pessoa mais suscetível às aftas. Da mesma maneira, ácidos presentes na alimentação, distúrbios gastrointestinais, o ciclo menstrual e o estresse emocional podem agir como fatores desencadeantes.

    Depois que as aftas aparecem, elas devem ser tratadas com produtos específicos, sob prescrição de um médico, pois o uso de “fórmulas caseiras” não é fundamentado em bases científicas e pode prejudicar a saúde da sua boca.

    Parece que estão na moda piscinas sem cloro, limpas com ozônio ou até piscinas de água salgada. Qual forma de limpeza de piscinas é a mais adequada? Podemos confiar nessas novidades?

    São conhecidas as seguintes formas de desinfecção para piscinas:

    Cloro

    A forma mais tradicional de tratamento de água de piscina é a cloração. O cloro vem sendo usado há mais de um século como desinfetante de água de piscinas, com muito sucesso, pois possui três características essenciais: atua como um rápido e persistente agente de limpeza, mata algas e é um forte oxidante -- substância que elimina materiais orgânicos que podem alterar a cor da água, gerar odores e formar limo. Para que esse processo seja eficaz, o cloro deve ser regularmente adicionado na piscina e testado diariamente. Tem residual ativo e mantém a água protegida de contaminação enquanto houver presença de cloro na água.

    As cloraminas são as grandes vilãs das piscinas tratadas com cloro, pois agravam problemas alérgicos e respiratórios, causam ardência nos olhos, ressecamento na pele e nos cabelos, descamação do esmalte das unhas, e deixam um cheiro desagradável na água e no corpo.

    Ozônio (O3)

    Esse tratamento é também conhecido como “Oxigênio Ativo”. O ozônio é um gás instável, incolor nas condições atmosféricas, com odor característico mesmo a baixas concentrações. É um poderoso oxidante (1,5 vezes mais forte do que o cloro) que inativa bactérias, fungos e vírus. Decompõe-se em oxigênio e não forma toxinas. Não irrita a pele, os olhos e as mucosas, mas é instável e permanece na água por pouco tempo. Só mantém a água protegida de contaminação enquanto está sendo produzido, não tendo residual ativo que garanta proteção da água contra contaminação.

    Radiação ultravioleta

    Outro processo é a tecnologia de purificação de água com raios ultravioleta (UV), baseada em processos de esterilização encontrados na natureza. Essa técnica utiliza um comprimento de onda de radiação solar, entre 200 e 300 nm, altamente germicida.

    Não tem residual ativo que garanta proteção da água contra contaminação nos períodos em que o equipamento permanecer desligado.

    Salinização

    Piscinas tratadas dessa forma possuem aparelhos que usam sal como matéria-prima, para criar cloro na forma de hipoclorito de sódio. Nesses aparelhos, a solução de sal (salmoura) é submetida à passagem de corrente elétrica, e reage formando uma solução de hipoclorito de sódio. Portanto, a desinfecção da água nas piscinas salinizadas ocorre com o hipoclorito de sódio. A diferença é que, ao invés de se comprar o produto pronto, ele é fabricado, por esses aparelhos, no próprio local.

    Tem residual ativo e mantém a água protegida de contaminação enquanto houver presença de cloro na água.

    Ionização

    A tecnologia para tratamento da água por íons de cobre e prata foi desenvolvida pela Nasa e utilizada a partir dos primeiros vôos espaciais tripulados, no projeto Apollo. Descobriu-se que certos metais em quantidades diminutas impedem o desenvolvimento ou matam microrganismos.

    O processo ocorre com a liberação eletrônica de íons de cobre e de prata na água. O cobre mata algas e a prata destrói vírus e bactérias. A ionização não deixa cheiro nem gosto na água. O tratamento por íons mantém um residual ativo que protege a água de contaminação durante os períodos em que a recirculação da mesma estiver desligada. Os íons são estáveis e não são dissipados pelo calor.



    Todos esses métodos têm seus prós e contras. O cloro ainda é o mais usado, tanto pela eficiência comprovada como pelo custo, uma vez que os outros tratamentos podem ser bem mais caros do que os feitos com cloro.

    Gostaria de saber se existe a possibilidade de contrairmos bactérias dos assentos dos ônibus. Às vezes vejo pessoas com muito suor sentadas e, logo depois, outros usuários sentam no mesmo lugar. Fico super receosa. Será que assim podemos contrair alguma doença de pele?

    O risco que pode existir é de se contrair escabiose (sarna) caso a pessoa esteja com o processo infeccioso. A escabiose é uma doença altamente infecciosa causada pelo parasita Sarcoptes scabie, transmissível pelo contato íntimo entre pessoas, sem preferência por idade, sexo ou raça. Existe a possibilidade de transmissão pelo vestuário e pelas roupas de cama, uma vez que o agente causador, um tipo de ácaro, sobrevive horas, às vezes dias, fora do corpo.

    A escabiose é comum em ambientes de aglomeração populacional, como exércitos e presídios, e, principalmente, em locais de má higiene. A doença se caracteriza pela coceira intensa que, geralmente, piora durante a noite. As lesões mais comuns ocorrem entre os dedos das mãos. A mão serve de veículo para levar a escabiose a outros pontos do corpo, principalmente coxas, nádegas, axilas e cotovelo. No homem, é comum acometer os genitais e, na mulher, os seios.

    Os pombos transmitem doenças? Como evitar essa praga?

    Os pombos podem ser transmissores de uma série de doenças. Entre elas temos:

    CRIPTOCOCOSE - micose profunda, cujo agente etiológico, o Criptococcus neoformans, tem afinidade pelo sistema nervoso central, podendo causar meningite. Os sintomas são: febre, tosse, dor torácica, podendo ocorrer também cefaléia, sonolência, rigidez da nuca, acuidade visual diminuída, agitação, confusão mental. São transmitidas através da inalação de poeira contendo fezes de pombos contaminadas pelos agentes etiológicos.

    HISTOPLASMOSE - micose profunda, cujo agente etiológico, o Histoplasma capsulatum, tem afinidade pelo sistema respiratório. Os sintomas que podem ocorrer variam desde uma infecção assintomática até febre, dor torácica, tosse, mal estar geral, debilidade, anemia, etc.

    ORNITOSE, PSITACOSE OU FEBRE DOS PAPAGAIOS - doença infecciosa aguda, cujo agente etiológico, o Chlamydia psittasi, tem afinidade pelo sistema respiratório superior e inferior. Os sintomas são: febre, cefaléia, mialgia, calafrios, tosse.

    TOXOPLASMOSE - (ataca múltiplos órgãos). É causada pelo Toxoplasma gondi, um protozoário que existe nas fezes e na carne dos pombos. Essa doença, nas gestantes, pode causar anomalias no feto inclusive podendo afetar a retina e levar à cegueira total. A toxoplasmose, se instalada no cérebro, leva à morte.

    SALMONELOSE - doença infecciosa aguda, cujo agente etiológico, Salmonela typhimurium, tem afinidade pelo sistema digestivo. Alguns dos sintomas são: febre, diarréia, vômitos, dor abdominal. É transmitida através da ingestão de alimentos contaminados com fezes de pombos contendo o agente etiológico.

    DERMATITES - são provocadas pela presença de ácaros na pele, provenientes dos pombos ou de seus ninhos.

    Métodos de controle
    Os pombos não podem ser mortos, pois a Lei 9605/98 (artigo 29 - parágrafo 30) considera os pombos como animais domesticados. Qualquer ação de controle que provoque a morte, danos físicos, maus tratos e apreensão, é passível de pena de reclusão inafiançável de até 5 anos. Portanto o controle deve ser apenas de repelência, isto é, deve-se afastar e não matar.
    Isto pode ser feita por diferentes formas:

    Educativa - Orientação da população, alertando-a para que evite alimentar os pombos, pois tal hábito acarreta aumento exagerado do número de aves, com maior risco de transmissão de doenças e de danos ambientais.

    Barreiras físicas - Esse método se baseia na utilização de telas, no fechamento das aberturas por onde as aves adentram, com alvenaria ou outro material resistente; na colocação de fios de nylon (de pesca) a aproximadamente 10 cm da base e presos nas extremidades por um prego; no uso de pontas de arame em locais altos onde não haja acesso de pessoas; na mudança do ângulo de inclinação da superfície de apoio das aves para 60 graus.

    Repelentes - Existem no comércio vários produtos, que são aplicados sobre telhados, beirais, etc. com o objetivo de afastar as aves do local. Sua ação se baseia no desconforto provocado pelo contato das aves com a substância, o que as faz se afastarem do local.

    Todos os métodos de controle possuem suas vantagens e desvantagens; entretanto, o que se recomenda é a utilização de medidas integradas a fim de se obterem melhores resultados.

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