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Calcinhas no banheiro? Evite!
Olá, pessoal!
Estou de volta tentando esclarecer mais algumas dúvidas dos nossos leitores. E, se você tem alguma pergunta, não deixe de enviá-la aqui mesmo, usando os comentários da coluna para isso.
Sem mais delongas, vamos às perguntas e respostas:
Muitas mulheres têm mania de lavar calcinhas no chuveiro. Isso é higiênico? O sabonete tem o mesmo efeito do sabão em pó? E deixar a calcinha secando no banheiro é errado?
Esse hábito de algumas mulheres pode ser agravado pelo fato de deixar a lingerie pendurada no porta-toalhas, sem falar no costume de secá-la com o secador de cabelos.
Em primeiro lugar, o problema representado por esse hábito não tem a ver com o uso de sabonete ou sabão em pó. Nenhum dos dois possui ação de desinfecção (eles não matam os germes).
O problema principal está relacionado à lavagem deficiente, permitindo a persistência de restos de pele ou líquidos vaginais e possíveis microrganismos, como o Candida albicans (fungo causador da candidíase, ou corrimento vaginal).
Por causa do tempo muito longo de secagem no banheiro, esses microrganismos podem proliferar e infectar a próxima usuária. A ação do sol, ou mesmo de secadores de roupa, tem efeito desinfetante, praticamente eliminando ou minimizando esse risco.
Isso sem falar no efeito estético terrível causado pela presença de roupas íntimas espalhadas nas torneiras, porta-toalhas, boxes ou outros locais que a imaginação permitir.
Quais os cuidados básicos que devemos ter com bebês e recém-nascidos? O contato com bactérias não pode ser benéfico? Qual o limite?
As crianças recém-nascidas possuem uma característica, a baixa resistência. Elas nascem sem microrganismos, o que chamamos de “careca microbiano”. Esses microrganismos provêm da mãe, por isso o parto normal é melhor do que o cesariano, pois “contamina positivamente” a criança.
No entanto, esses microrganismos vão demorar de seis meses a um ano para se instalar. Isso quer dizer que, no primeiro ano de vida, as crianças praticamente não possuem a resistência dada por estes microrganismos, os quais impedem a entrada de germes patogênicos (que causam doença).
Alimentos como mel de abelha (16% das amostras desse produto, no Brasil, apresentam o Clostridium botulinum, causador do botulismo infantil), se oferecidos a uma criança com mais de um ano, não causam problemas. Porém, se dados a crianças com menos de um ano, podem causar o botulismo infantil, doença gravíssima que pode levar a criança a morrer.
A criança tem de ter contato com outras crianças e com adultos. Uma coisa é higiene (banho, lavar as mãos etc.), outra são excessos. Quanto mais cuidados em excesso tivermos com as crianças, mais vão desenvolver problemas respiratórios quando crescerem. Costumo dizer que, com o primeiro filho, a gente acorda antes de ele chorar; com o segundo, depois que ele chorar; e, no caso do terceiro, a gente acorda de manhã e pergunta: “alguém chorou ontem à noite?”. E o terceiro, geralmente, tem menos problemas de saúde do que os primeiros.
Como guardar carnes? Por enquanto tempo elas podem ficar congeladas? Há algum problema em congelar carnes previamente descongeladas? Por quanto tempo uma carne descongelada pode ser guardada na geladeira?
Divida a peça em porções que serão consumidas em apenas uma refeição, acondicione-as em sacos próprios para congelamento, retire o ar e feche, rotule (nome do produto, data do congelamento e prazo de validade). Esses prazos normalmente são:
Carne de boi moída: 2-3 meses
Carne de porco moída: 1-2 meses
Bifes e cortes de boi: 3-4 meses
Bifes e cortes de porco: 2-3 meses
Galinha inteira ou cortada em pedaços: 10 meses
Pato, peru: 6 meses
Para carnes de boi, porco ou cordeiro não congeladas, apenas refrigeradas a 2 graus Celsius, o tempo cai para:
Fatiado: 2-3 dias
Carne moída: 1-2 dias
Assados: 2-4 dias
Bifes: 2-3 dias
Carne de guisado: 1-2 dias
Miúdos (coração, fígado etc.): 1 dia
O descongelamento deverá ser efetuado dentro da geladeira ou pelo microondas, e a comida deve ser preparada logo após esse procedimento.
O recongelamento não é indicado. Isso porque durante o processo de congelamento, existe um processo de “esmagamento celular”, pela expansão do gelo dentro das células musculares, diminuindo a resistência delas contra o ataque de microrganismos.
Como garantir a segurança dos alimentos em acampamentos?
Algumas regras gerais para segurança dos alimentos ao ar livre.
- Planejar no futuro: decida o que você vai comer e como você vai cozinhar os alimentos; então planeje quais equipamentos e utensílios serão necessários.
- Embale com segurança: use um refrigerador se acampar em trailers ou mesmo em barcos, ou alimentos dentro de caixas térmicas com gel congelado reciclável (que pode ser adquirido em farmácias ou super mercados). Mantenha a comida crua separada. Nunca traga produtos de carne ou aves sem uma fonte fria para mantê-los seguros.
- Leve panos descartáveis para enxugar e sabão biodegradável para mão e lavagem de utensílios e pratos.
- Leve garrafas com água para beber. Caso contrário, ferva a água ou utilize tabletes para purificação da água.
- Sobras de alimentos devem ser queimadas ou levadas de volta com você para serem jogadas no lixo. Não se livre do lixo na mata ou no barco.
- Se usar um refrigerador, sobras de alimentos são seguras somente se ele contiver gelo suficiente para manter a temperatura baixa. Caso contrário, descarte as sobras de alimentos.
- Sempre lave as mãos antes e depois de manipular sobras de alimentos.
Quais os riscos de contaminação que são trazidos pelas formigas que invadem as residências? Existe alguma maneira de se livrar delas?
Quantas vezes nos deparamos com a presença de formigas em alguns alimentos como doces, pães e açúcar! A presença desses insetos, muitas vezes, não causa repugnância: muitas pessoas simplesmente eliminam o inseto e comem o alimento. Alguns até chegam a dizer “formiga faz bem para a vista”. (É claro que isso não corresponde à realidade.)
No entanto, se encontrarmos uma barata na comida, além do nojo que isso vai causar, descartamos sem remorso nenhum o produto.
Pois bem: falando de contaminação, as formigas têm a mesma representatividade que as baratas. Os mesmos microrganismos (bactérias, fungos, vírus, parasitas etc.) podem ser transportados, do lixo, de alimentos crus, de dejetos, para outros produtos, muitas vezes prontos para o consumo.
Algumas coisas podem ser feitas para evitar a presença destes insetos ou, pelo menos, minimizá-la:
- Mantenha a casa sempre limpa.
- Não deixe restos de alimentos no chão ou em condições de consumo para as formigas.
- Mantenha sempre os alimentos em recipientes bem fechados.
-Tampe frestas com cimento ou silicone.
- Iscas contra formigas também podem ser usadas (seguir a recomendação do fabricante).